15 de jan de 2013

Ponta do Morcego – península do amor

Professor Janilson
            Existem lugares impregnados de romantismo e cercados de uma magia especial. Se você viveu algum momento importante ali, este lugar marcará sua existência. Na minha vida, a Ponta do Morcego na Praia do Meio, é uma Pasárgada. Nos anos oitenta, era o primeiro lugar em que levava a namorada do momento. O luar, a música do Bar Muralha, o vento, o mar, eram companheiros insubstituíveis para os assuntos do amor. Uma noite ali era magia pura.
            Nos anos noventa, construiram um deck/mirante que nos aproximava mais ainda das belezas da Ponta do Morcego. Neste período, levava a família e os amigos que visitavam a cidade. Centenas de fotos de álbuns caseiros revelam a maravilha que hoje está interditada para amantes da vida e da natureza. Como essas coisas perversas podem acontecer?Como permitimos que o prazer e a beleza nos sejam tomados e convertidos em espaços exclusivos para uso particular de abastados?Talvez se entenda um pouco a tristeza e a violência urbanas como frutos da destruição dos sonhos do povo, sempre excluído daquilo que é  seu.
            Mas, a Ponta do Morcego está lá, resistindo a mar e vento. Nela, encontro passado e futuro. Enquanto me é permitido circular como cidadão liso e livre, busco sua brisa e seu mar infinito. É lá que estão fincados sonho e memória, revelados em muitas poesias e na bela música de Antonio Ronaldo. Desejo que todos um dia possam sentir sua brisa, apreciar a paisagem, ouvindo o coração do ser amado encantado com o luar.  

3 de jan de 2013

A poemúsica de Oreny, Dedé e Franklin Mário



Professor Janilson

                A arte sempre encontrou na união de amigos um roteiro eficiente de produção. Isso aconteceu no Modernismo,  Tropicalismo, Bossa Nova, Jovem Guarda e em todos os movimentos artísticos. Na Cidade da Esperança, a amizade do poeta Oreny com os músicos Willian Guedes (Dedé) e Franklin Mário, proporcionou o surgimento de belas canções .